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Mapa de dez problemas e decisão de seleção

T1 · Observar e Idealizar — convergência com critérios

Domínio

T1 · Observar e Idealizar — convergência com critérios

Duração

50 min presenciais (bloco único) + aprox. 2 h digitais assíncronas

Modalidade

Equipa, com momento de decisão formal e registo escrito

Pré-requisitos

Mapa inicial de problemas publicado; registos individuais do bloco digital concluídos.

Entrega

Mapa de dez problemas completo e matriz de seleção com decisão registada (Anexo b)

Instrumento

Anexo b — Mapa de dez problemas; matriz de critérios de seleção

CampoEspecificação
Domínio do percursoT1 · Observar e Idealizar — convergência com critérios
Duração50 min presenciais (bloco único) + aprox. 2 h digitais assíncronas
Entrega / evidência de portefólioMapa de dez problemas completo e matriz de seleção com decisão registada (Anexo b)
Instrumento de apoioAnexo b — Mapa de dez problemas; matriz de critérios de seleção
Pré-requisitosMapa inicial de problemas publicado; registos individuais do bloco digital concluídos.
Modalidade de trabalhoEquipa, com momento de decisão formal e registo escrito

Intenção Pedagógica

Transformar uma recolha dispersa numa decisão fundamentada: a equipa aprende que escolher é um ato técnico com critérios explícitos, e não uma votação de popularidade nem uma cedência ao membro mais insistente.

Objetivos De Aprendizagem E Indicadores Observáveis

ObjetivoIndicador observável de desempenho
Consolidar dez problemas observados com evidência associada.O Anexo b tem dez linhas completas, sem duplicados e sem soluções disfarçadas.
Aplicar seis critérios explícitos de seleção a cada problema.Cada problema tem pontuação nos seis critérios e a pontuação é justificada oralmente perante a equipa.
Selecionar dois a três problemas candidatos e registar a decisão.Existe um registo escrito com a decisão, os critérios determinantes e os nomes de quem participou.
Identificar pessoas reais a entrevistar para cada candidato.A equipa lista pelo menos cinco pessoas ou funções concretas acessíveis por candidato.

Aprendizagens Essenciais E Articulação Curricular

✦ Matemática A — Tratamento de dados e tomada de decisão: construção e leitura de uma matriz de pontuação multicritério, com discussão dos limites da agregação numérica.

✦ Economia A — Escassez, custo de oportunidade e escolha: a seleção de um problema implica renunciar a nove, o que torna o custo de oportunidade uma experiência e não uma definição.

✦ Filosofia — Argumentação e justificação: a decisão exige razões públicas defensáveis perante os pares, e não preferências privadas.

✦ Cidadania e Desenvolvimento — Impacto e responsabilidade: o critério ético obriga a considerar quem beneficia e quem pode ser prejudicado.

PERFIL DOS ALUNOS À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA — ÁREAS DE COMPETÊNCIA MOBILIZADAS

Pensamento crítico e pensamento criativo; Raciocínio e resolução de problemas; Relacionamento interpessoal; Bem-estar, saúde e ambiente. A sessão mobiliza sobretudo o raciocínio aplicado à decisão coletiva, exigindo que o aluno defenda uma posição com critérios e aceite alterá-la perante melhor argumento.

Competências Entrecomp E Nível De Proficiência Visado

Competência EntreCompNívelDescritor de desempenho nesta sessão
1.1 Detetar oportunidadesIntermédioCompara situações-problema e avalia o seu potencial de criação de valor.
1.4 Valorizar ideiasFundaçãoAplica critérios explícitos para julgar quais problemas merecem investimento de tempo.
1.5 Pensamento ético e sustentávelIntermédioConsidera consequências para terceiros na escolha do problema a trabalhar.
2.3 Mobilizar recursosFundaçãoAvalia o acesso real a pessoas afetadas como critério de viabilidade.

Fundamentação Teórica E Melhores Práticas Internacionais

A investigação clássica de Getzels e Csikszentmihalyi (1976) sobre formulação de problemas em artistas mostrou que a qualidade do produto final se prevê melhor pela qualidade do processo de encontrar o problema do que pela habilidade de o resolver. É esta descoberta que justifica o investimento de cinco das oito sessões do trimestre na fase de problema. O modelo do Double Diamond do Design Council formaliza a sequência: divergir na descoberta, convergir na definição, divergir de novo no desenvolvimento e convergir na entrega — e adverte que colapsar a primeira convergência é a causa mais frequente de projetos que resolvem bem o problema errado.

A convergência aplica dois filtros da effectuation de Sarasvathy (2001). O primeiro é a perda suportável: seleciona-se o problema cujo teste cabe nos recursos, no tempo e na margem de erro da equipa, em vez do problema com maior retorno esperado. O segundo é o acesso real: um problema cujas pessoas afetadas não estão ao alcance dos alunos é, para efeitos deste programa, um problema inexistente, porque impossibilita a validação por evidência. Acrescenta-se o filtro ético e sustentável do EntreComp (Bacigalupo et al., 2016), que obriga a explicitar quem beneficia e quem pode ser prejudicado.

A opção metodológica de decidir com matriz de critérios, e não por votação, tem fundamento em duas ordens de razões. Do ponto de vista da qualidade da decisão, a explicitação prévia dos critérios reduz o enviesamento de confirmação e o efeito do membro mais assertivo. Do ponto de vista pedagógico, é a matriz que torna a decisão auditável no portefólio: o que se avalia não é o acerto da escolha, que só se saberá depois, mas o rigor do processo que a produziu — coerente com a avaliação formativa centrada no processo de Black e Wiliam (1998).

Registar a decisão por escrito, com data e participantes, instala desde a terceira sessão o hábito da decisão documentada que estruturará todo o programa e que sustentará, em junho, a validação da competência de tomada de decisão sob incerteza. A prática replica o funcionamento de equipas profissionais, onde a memória das razões de uma escolha é frequentemente mais valiosa do que a escolha em si.

Conceitos E Vocabulário-Chave

Convergência e divergência; Double Diamond; matriz multicritério; perda suportável; acesso a afetados; custo de oportunidade; enviesamento de confirmação; decisão registada; problema testável.

Preparação Prévia E Materiais

✦ Imprimir o Anexo b e a matriz de critérios em formato A3, um por equipa, para permitir escrita colaborativa simultânea.

✦ Rever previamente os mapas iniciais publicados e preparar, para cada equipa, uma pergunta de aprofundamento específica.

✦ Preparar um exemplo trabalhado completo: um problema local pontuado nos seis critérios, com a decisão explicada em voz alta.

✦ Definir com clareza os seis critérios e o seu significado operacional, afixados na sala em cartaz durante toda a sessão.

✦ Ter disponível a lista de contactos e parceiros da comunidade que o Laboratório já mobilizou, para apoiar o critério de acesso.

✦ Preparar o material de registo da decisão: ficha de meia página com decisão, critérios determinantes, data e assinaturas.

Sequência Didática — 50 Minutos Presenciais

BlocoMinAção do formadorAção do aluno
Abertura5Faz o check-in e devolve oralmente a pergunta de aprofundamento preparada para cada equipa, a partir da leitura dos mapas publicados.Recebe a devolução do formador e identifica com a equipa o que ficou por sustentar no mapa inicial.
Input8Apresenta os seis critérios de seleção — evidência, acesso a afetados, dimensão testável em duas semanas, interesse da equipa, perda suportável e impacto ético. Demonstra a pontuação do exemplo local ao vivo, incluindo um caso em que o critério ético elimina uma opção atrativa. Explicita os limites da agregação numérica.Discute o significado de cada critério e testa a sua aplicação ao exemplo. Antecipa quais critérios serão desconfortáveis para o seu próprio mapa.
Trabalho de equipa18Circula exigindo completude: funde duplicados, devolve ao terreno os registos sem evidência e verifica que nenhuma linha do mapa é uma solução disfarçada.Completa o Anexo b até dez problemas, funde duplicados, reforça evidências com os registos individuais do bloco digital e preenche todos os campos.
Sprint de produção12Conduz o momento de decisão como ato formal: exige que cada membro pontue individualmente antes da discussão, e que as divergências sejam resolvidas por argumento e não por maioria automática. Assiste sem decidir.Pontua individualmente os dez problemas, confronta pontuações com a equipa, discute divergências, seleciona dois a três candidatos e redige o registo da decisão com critérios determinantes, data e assinaturas.
Partilha e feedback TAG5Conduz a partilha dos candidatos e obriga a pergunta que evidência têm em cada apresentação. Regista publicamente as decisões de cada equipa no quadro do Laboratório.Apresenta os candidatos e a justificação. Desafia outra equipa com uma pergunta TAG centrada na evidência ou no acesso.
Fecho digital2Atribui a tarefa digital, com destaque para a identificação de pessoas a entrevistar. Regista presenças e próximos passos.Distribui na equipa a responsabilidade de identificar e contactar pessoas para as entrevistas da semana seguinte.
💻Bloco Digital Assíncrono · aprox. 2 Horas

O trabalho continua no Ateliê Digital

Depois da sessão presencial, cada aluno completa o bloco assíncrono em três momentos. Toda a evidência é publicada no Ateliê — na pasta pessoal, na pasta da equipa e no espaço de interação entre equipas.

👤 Individualaprox. 30 min

Escrever três a cinco linhas de reflexão: que critério pesou mais na decisão da minha equipa, e concordei ou fui vencido pelo argumento.

Evidência → Pasta pessoal

Reflexão individual datada na pasta pessoal.

👥 Equipaaprox. 60 min

Publicar o mapa de dez problemas final e a matriz de seleção; identificar cinco pessoas ou funções concretas a entrevistar por cada problema candidato, com forma de contacto.

Evidência → Pasta da equipa

Anexo b, matriz de seleção e lista de entrevistados potenciais na pasta da equipa.

💬 Interaçãoaprox. 30 min

Sugerir a outra equipa um contacto, contexto ou pessoa útil para as suas entrevistas, mobilizando a rede pessoal.

Evidência → Galeria / TAG

Comentário com contributo concreto no espaço de outra equipa.

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🚀 Abrir o Ateliê Digital — Sessão 3

Diferenciação Pedagógica E Desenho Universal Para A Aprendizagem

✦ Representação: os seis critérios são apresentados simultaneamente em texto, em ícone e em exemplo trabalhado, permanecendo afixados durante toda a sessão.

✦ Ação e expressão: a pontuação individual prévia pode ser feita em papel, em folha de cálculo partilhada ou por marcação de autocolantes na matriz A3.

✦ Envolvimento: a exigência de pontuação individual antes da discussão garante que alunos menos assertivos entram na decisão com posição já formada.

✦ Alunos com dificuldade em manipular seis critérios em simultâneo trabalham primeiro com três critérios obrigatórios — evidência, acesso e ética — e acrescentam os restantes numa segunda passagem.

✦ Equipas que convergem depressa recebem o desafio adicional de identificar o argumento mais forte contra a sua própria escolha e de o registar na ficha de decisão.

Avaliação Formativa

CritérioIndicador de qualidadeNível esperado no momento do percurso
Completude e qualidade do mapaDez problemas distintos, com evidência e afetados identificados em cada linha.Esperado: dez linhas completas; abaixo de oito exige recolha suplementar antes da sessão 4.
Aplicação dos critériosA pontuação é justificada por referência a evidência concreta, não a preferência.Intermédio: pelo menos quatro dos seis critérios aplicados com justificação explícita.
Qualidade da decisão registadaO registo identifica decisão, critérios determinantes, divergências e participantes.Esperado: registo completo e assinado por todos os membros presentes.
Participação equitativa na decisãoTodos os membros pontuaram individualmente e intervieram na discussão.Observação direta registada na grelha de participação do formador.

A sessão está concluída quando cada equipa tem o mapa de dez problemas completo e a matriz de seleção com decisão registada, justificada e assinada, e quando estão identificadas pelo menos cinco pessoas a entrevistar por candidato. O formador verifica se a decisão assenta em evidência e acesso, e devolve a cada equipa a principal pergunta de risco associada à sua escolha.

Riscos Previsíveis E Resposta Antecipada

Sinal precoceResposta do formador
A equipa escolhe o problema mais entusiasmante mas sem acesso a afetados.Aplicar o critério de acesso como eliminatório e não como pontuável, exigindo nomes concretos antes de validar a escolha.
Decisão imposta pelo membro dominante.Tornar obrigatória a pontuação individual prévia em papel e pedir a cada membro que enuncie a sua posição antes da discussão aberta.
Problema demasiado amplo, do tipo poluição ou desemprego.Exigir a redução a uma manifestação local, observável e testável em duas semanas, com pessoas identificáveis.
O mapa tem menos de dez problemas por recolha insuficiente.Autorizar recolha rápida durante o bloco de equipa nas imediações da escola, com prazo de vinte minutos.

Nota De Facilitação

A decisão desta sessão será revista com dados na sessão 13. Convém dizê-lo em voz alta: escolher agora não é casar para sempre, é comprometer-se a testar. Equipas que percebem isto decidem mais depressa e defendem menos a sua escolha contra a evidência que virá.